Os cariocas estão de sacanagem, mais uma vez!

27 09 2009

Solicitação de análise de dados para dar entrada no seguro fiança locatícia:

Depois de ter sido super bem atendida na seguradora, voltei para casa com uma lista de documentos para enviar por email até às 9h da manhã do dia seguinte. Enviei às 8h. Liguei às 9:10. Fui atendida por uma gravação que dizia “O nosso horário de atendimento é das 9:00 às 12:00 e bla bla bla”. Das duas, uma: ou o relógio deles estava atrasado ou ainda não tinha ninguém no escritório. Fico com a segunda opção. Diga a seus funcionários que o começo do expediente é às 8h, eles chegam às 8:30. Diga que é às 9h, eles chegam às 9:30. Dito e feito. Liguei às 9:30 e fui atendida.

Quem me atendeu disse que daria entrada imediatamente nos documentos do seguro. Fiquei torcendo para que ele, de fato, fizesse imediatamente, ou então eu correria o risco de perder a reserva do apartamento. Eis como essas coisas de locação funcionam aqui no Rio: se interessou por um apartamento? Corra! A imobiliária te dá 1 dia (inteirinho, ó!) para você resolver toda a documentação. Se você muito chorar, dão 2. Eu disse MUITO chorar. Se isso já não fosse ruim, além de tempo curto, te dão somente 2 opções: ou você tem fiador com, no mínimo, 2 imóveis no Rio, ou você tem que partir para um seguro fiança.

Cara, se eu conhecesse alguém no Rio com mais de 2 imóveis, pediria para morar em um deles e pronto!

Já que não conheço, me restou o seguro fiança. Só para dar entrada nele por intermédio de um corretor, sem a garantia de ser aceito, custa R$ 90. Eles pedem também comprovação de renda (bruta, pelo menos) correspondente a 4 vezes o valor total dos gastos de aluguel com o apartamento (incluindo condomínio, IPTU, taxas, etc, tudo). Se você não tem esse tanto de renda, pode compor com a de alguém. Acontece que essa pessoa só vai poder contribuir com 15% da renda bruta total dela. O que, no final das contas, termina sendo quase nada.

Bom, voltando ao meu seguro. Liguei novamente às 10:45. Fui atendida por uma outra pessoa. Por um momento, fiquei feliz porque tinha sido a mesma que me atendeu pessoalmente no dia anterior. Mas só por um momento. Depois de perguntar se ela já tinha dado entrada nos documentos, tive que ouvir “Desculpa, senhora. Acontece que hoje está sendo um dia muito ocupado aqui na empresa. Ainda não tive tempo de olhar seus documentos. Assim que possível, dou andamento e entro em contato com a senhora”. Foi, praticamente, um foda-se. Você. Sua reserva. Seu apartamento.

E como eu fiquei? Ainda em um hotel.





Mangaratiba

25 09 2009

Tentativa de passar o primeiro final de semana no Rio sob sol e água fresca.

Fomos à Mangaratiba, guiados pela voz metálica da Aline, “a” GPS do carro de um amigo. Depois de muitos “Recalculando a rota”, finalmente chegamos.

Mangaratiba é um município do litoral do Rio de Janeiro. Fica perto de Angra dos Reis e Itaguaí. É conhecida como portão de entrada da Costa Verde. De lá saem balsas para a Ilha Grande e a Ilha de Itacuruçá. No centrinho da cidade, fica a Igreja de Nossa Senhora da Guia dos Navegantes, que aparecerá no novo filme do Sylvester Stallone, “Os Mercenários” (The Expendables). Vejam aqui como foram as filmagens em Mangaratiba.

A casa do nosso amigo fica praticamente dentro do mar. O pai dele, recentemente, aumentou o deck, que agora está ainda mais no fundo, onde não tem pedras. A sensação é de ter uma piscina enorme, que cabe todos os convidados e está constantemente limpa. Só basta um pulo para entrar. Agora para sair, só mesmo usando a escadinha.

Casa n'água

Casa n'água

Água fresca até tinha à vontade, mas sol que é bom, nada. Para amenizar a situação e aproveitar o final de semana prolongado, afinal de contas na segunda-feira era feriado, ficamos à base de churrasco e cervejas. Tanta cerveja que até perdi a conta da quantidade de garrafas que ficaram vazias.

Dizer que o sol não apareceu seria ingrato da minha parte. Sabem quando ele deu o ar da sua graça? Na segunda-feira. No último dia. Dia de voltar cedo para não pegar todo o trânsito de final de feriado. Mas ainda deu para dar aquele pulinho no mar, mesmo com a água ainda barrenta por causa da chuva e do vento (à sudoeste, segundo Seu Zé)  na noite anterior.

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Alguns links que encontrei sobre Mangaratiba:

Guia Mangaratiba – tudo sobre como chegar, o que fazer, onde ficar, onde comer:

http://www.guiamangaratiba.org/

Prefeitura de Mangaratiba – quase um Guia, só que mais formal:

http://www.mangaratiba.rj.gov.br/





Os cariocas estão de sacanagem!

23 09 2009

Transferência do meu plano de celular para o Rio:

Ligo para a operadora e peço a transferência. Leia o diálogo que aconteceu nos 20 minutos seguintes:

Atendente: “Aguarde um momento, senhora”.

Eu: “Tudo bem”.

Atendente, 5 minutos depois: “Mais um momento, por favor”.

Eu: “Hum”.

Atendente, 5 minutos depois: “Senhora, peço para que, por favor, aguarde mais um momento”.

Eu: “Hum”.

Clic.

Silêncio do outro lado.

Eu, 2 minutos depois: “Alô?”.

Clic.

Eu: “Alô?!”.

Clic.

Eu: “Alô????”.

Clic.

Eu (agora, com mais raiva): “ALÔOOOOOOOOOOO!!!”.

Por que diabos estava levando tanto tempo? Eu sei que ligar para essas centrais de atendimento é um saco. Um teste de paciência. De humor. Mas, normalmente, um diálogo é travado. Ou, pelo menos, um monólogo. O lado de cá, escutando um atendente do lado de lá, que fala sem parar.

Depois de 20 minutos, do nada, volto a ouvir vozes do outro lado da linha.

Atendente: “Senhora, aguarde mais um momento por favor”.

PQP, mais um momento uma ova!

Eu, educadamente: “O que tanto você está consultando, fazendo, sei lá o que, pra demorar tanto?”

Passei quase 20 minutos esperando na linha para o atendente dizer que o sistema esteve esse tempo todo FORA DO AR. Ele, claaaaro, estava esperando que o sistema voltasse a funcionar para continuar o atendimento.

Atendente: “Olha, senhora, é que às vezes o sistema demora a voltar”.

Eu: “Clic”.





Deus existe! E você pode comprar.

21 09 2009

Por R$ 239,90.

Pra quem não sabe, DeuS também é o nome de uma cerveja belga. É uma das cervejas mais caras do mundo. É a mais cara que eu conheço. Sabe aquele tipo de extravagância que só gente com muita grana consegue fazer com frequência? Essa é uma delas. Como eu ainda não cheguei a este estágio, conto com a boa vontade dos amigos para compartilhar.

E foi exatamente isso que aconteceu no final de semana passado. Depois de algumas cervejas bem mais em conta do que a DeuS (claro, senão cerveja não estaria no plural), uns amigos relembraram uma aposta que fizeram há 4 anos. Quem perdesse, pagaria uma DeuS. Não sei se foi o nível alcoólico que já estava bem alto ou se foram as recordações do dia da aposta, mas um deles resolveu pagar o que estava devendo e dividir com o restante da mesa. Por felicidade, eu estava nela.

Para que vocês entendam um pouquinho porque ela é tão cara… DeuS é uma cerveja de alto teor alcóolico (11,5% vol). Seu gosto é parecido com champagne. É maravilhoso. De fato, seu processo de fabricação passa por uma fase de maturação por longos 12 meses na região de Champagne, na França. No final, é adicionado mais um bocado de cerveja para compensar a perda sofrida durante todo o processo. Deve ser servida beeem gelada. De preferência, em taças de champange. É o tipo da bebida que vale a pena levar a rolha pra casa.

Aqui está ela. DeuS Brut des Flandres

Aqui está ela. DeuS Brut des Flandres

Pena que DeuS vem em garrafas de 750ml. A gente tem que se contentar mesmo com tão pouco.

Onde encontrar:
Na maioria das cervejarias com produtos importados.

Onde eu encontrei:
No Beertaste. Fica no Shopping Cittá America, na Barra da Tijuca.
http://www.beertaste.com.br/





Primeiro dia

18 09 2009

Fazia tempo que não sentia uma sensação tão boa quanto a que senti ao chegar no Santos Dumont. Era quase meio dia. O céu estava bem azul; e o sol, a pino. O retrato carioca de boas-vindas que tanto esperei. 

Vim de mudança para o Rio, mas a mudança mesmo (uma dúzia e meia de caixas, edredons e travesseiros) viria dias depois com a transportadora. Na bagagem, trouxe os 20 e poucos quilos, que a empresa aérea permite, de roupas e sapatos, mais outras coisitas que não vivo sem. Meu noivo veio antes de mim. Só 2 dias antes. Não encontrei passagem para vir no mesmo vôo que o dele. No dia anterior, combinamos que ele ia me esperar no aeroporto, pois estaria perto. Terminou atrasando quase uma hora. Isso que dá esquecer como é o trânsito nas cidades grandes. Caótico! Pegamos um táxi rumo ao hotel.

Catete.  Botafogo. Flamengo. Copacabana. Arpoador. Ipanema. Leblon. São Conrado. Rocinha. Barra. Acho que não exatamente nesta ordem. Ainda não sei direito se Botafogo vem antes do Flamengo. Se a Rocinha fica em São Conrado. Se tem algum bairro entre São Conrado e a Barra.

Bom, chegamos ao hotel. O caminho até lá foi longo e engarrafado, mas passar pelas praias e pela Niemeyer em um dia como aquele compensa qualquer coisa. Na falta de uma câmera no táxi, não tirei fotos do que vi. Resolvi então recorrer ao Flickr para tentar mostrar aqui mais ou menos como estava aquele dia. Céu de brigadeiro.

Copacabana

Copacabana por Phill4

Depois de deixar a mala no quarto, conheci o Shopping Downtown, onde almocei em alguma lanchonete árabe. Não vale nem lembrar o nome. A comida não era lá essas coisas. Meu noivo então voltou para o trabalho; e eu, para o hotel.

Não fiz muita coisa no meu primeiro dia na Cidade Maravilhosa. Apenas cheguei nela. E pretendo ficar por muito tempo.





Hello world!

18 09 2009

Embora tenha chegado ao Rio há 2 semanas, somente agora consegui criar um blog para contar como é morar na Cidade Maravilhosa.

Bom, acabei de dizer sobre o que vou escrever por aqui =)

Enjoy.








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